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- Categories: Desenvolvimento Rural, Agroalimentar e PescasPublished On: 15/05/2026
A Arte Xávega constitui uma das mais emblemáticas expressões do património marítimo português, mantendo-se particularmente viva na região Centro, onde continua a marcar profundamente a identidade cultural e social de diversas comunidades costeiras. Mais do que uma técnica tradicional de pesca, representa um modo de vida, um saber ancestral transmitido de geração em geração e uma experiência autêntica que aproxima visitantes e populações locais da histórica relação entre o homem e o mar. Com origens que remontam a vários séculos, esta prática piscatória caracteriza-se pelo lançamento de extensas redes ao mar através de embarcações tradicionais de madeira, reconhecidas pelas suas proas elevadas e pelo formato em meia-lua. Depois de envolverem os cardumes, as redes regressam ao areal num processo de alagem que, outrora realizado com recurso à força humana e a juntas de bois, é atualmente auxiliado por tratores. Apesar da modernização dos meios, a essência comunitária da Arte Xávega permanece intacta, preservando o espírito de cooperação entre pescadores, famílias e curiosos que diariamente acompanham o ritual da pesca. Na região Centro, a Praia de Mira destaca-se como um dos mais reconhecidos núcleos da Arte Xávega em Portugal. Aqui, a atividade integra-se plenamente na vivência turística da praia, proporcionando aos visitantes um contacto direto com a autenticidade da cultura piscatória local. As companhas enfrentam diariamente a rebentação atlântica, lançando as redes ao mar num cenário que combina tradição, coragem e forte impacto visual. A proximidade entre a prática piscatória e a dinâmica balnear tornou-se uma das imagens de marca de Mira, reforçando o valor cultural e turístico desta atividade secular. Também a Praia da Tocha, no concelho de Cantanhede, preserva de forma significativa esta herança marítima. Embora o número de companhas atualmente em atividade seja reduzido, a comunidade continua empenhada na valorização e divulgação da Arte Xávega enquanto património cultural imaterial. Neste contexto, assume especial relevância o Centro de Interpretação da Arte Xávega (CIAX), espaço cultural e educativo dedicado à preservação da memória coletiva associada à pesca tradicional. O centro reúne documentação histórica, fotografias, vídeos, embarcações e diversos apetrechos que ajudam a compreender a dimensão etnográfica, social e identitária desta prática. Nas praias de Vagos, particularmente na Vagueira e no Areão, a Arte Xávega continua igualmente a desempenhar um importante papel cultural e turístico. Durante os meses de verão, milhares de veraneantes acompanham a chegada das embarcações e a recolha das redes, assistindo a um verdadeiro espetáculo vivo que reforça a ligação entre o turismo e as tradições marítimas locais. Esta atividade contribui não apenas para a preservação da memória coletiva, mas também para a valorização da identidade costeira da região. Mais a sul, a Praia da Vieira, no concelho da Marinha Grande, mantém igualmente viva a tradição da Arte Xávega. A imagem das companhas, dos barcos coloridos e da azáfama da recolha do peixe permanece profundamente enraizada na paisagem humana e cultural desta comunidade piscatória. Ao longo de décadas, esta prática moldou não só a economia local, mas também os modos de vida, as relações sociais e a identidade [...]
- Categories: Desenvolvimento Rural, Agroalimentar e PescasPublished On: 12/05/2026
O Dia Internacional da Sanidade Vegetal, celebrado anualmente a 12 de maio por iniciativa da Organização das Nações Unidas, constitui uma oportunidade estratégica para reforçar a consciencialização global sobre a importância da proteção das plantas enquanto elemento essencial da segurança alimentar, da sustentabilidade ambiental e do desenvolvimento económico. Instituída na sequência do Ano Internacional da Sanidade Vegetal, celebrado em 2020, esta efeméride visa mobilizar governos, instituições, setor produtivo e sociedade civil para a adoção de práticas capazes de prevenir a introdução e disseminação de pragas e doenças vegetais. As plantas representam cerca de 80% dos alimentos consumidos pela população mundial e desempenham um papel determinante na regulação da qualidade do ar, na conservação da biodiversidade e no equilíbrio dos ecossistemas. Neste contexto, torna-se fundamental assegurar a sua sanidade face a desafios crescentes, como as alterações climáticas, a intensificação das trocas comerciais internacionais e o aumento da circulação global de vegetais e produtos vegetais. Em Portugal, a celebração de 2026 assume especial relevância com a realização de um simpósio promovido pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, no Auditório da Administração do Porto de Sines, dedicado à importância da inspeção fitossanitária na importação de vegetais e produtos vegetais. A iniciativa pretende evidenciar os riscos associados à introdução de organismos nocivos e reforçar a necessidade de sistemas eficazes de controlo, monitorização e prevenção fitossanitária. Importa recordar que, nos últimos anos, os temas associados ao Dia Internacional da Sanidade Vegetal têm refletido uma abordagem cada vez mais integrada e multidisciplinar. Em 2025, destacou-se a ligação entre sanidade vegetal e o conceito One Health, enquanto em 2024 foi valorizada a articulação entre saúde vegetal, comércio seguro e tecnologia digital. Esta evolução conceptual evidencia a crescente interdependência entre saúde humana, saúde animal e saúde ambiental, em consonância com as orientações da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura. Neste enquadramento, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, através da sua Unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar, associa-se à celebração desta efeméride, reconhecendo a importância estratégica da sanidade vegetal para o território regional. A sustentabilidade dos sistemas agrícolas, a valorização dos recursos endógenos e a proteção da biodiversidade constituem prioridades fundamentais para o desenvolvimento equilibrado e resiliente da região Centro. Ao assinalar esta data, a CCDR Centro reforça o seu compromisso com a disseminação de boas práticas fitossanitárias, a sensibilização dos agentes do território e o apoio a políticas públicas que promovam uma agricultura mais inovadora, sustentável e resiliente, contribuindo para a proteção do património natural e para o fortalecimento da segurança alimentar e ambiental. Referências Associação dos Jovens Agricultores de Portugal. https://ajap.pt/dia-da-sanidade-vegetal/ Convenção Internacional de Proteção das Plantas. (FAO). https://openknowledge.fao.org/server/api/core/bitstreams/93d3794b-7465-4b6a-927b-62e358c9e985/content Direção-Geral de Alimentação e Veterinária. https://www.dgav.pt/destaques/noticias/dia-internacional-da-sanidade-vegetal-12-de-maio-2024/ Nações Unidas. (2022). International Day of Plant Health. https://www.un.org/en/observances/international-day-plant-health Voz do Campo. Simpósio “Dia Internacional da Sanidade Vegetal – A importância da inspeção fitossanitária à importação”. Recuperado de https://vozdocampo.pt/arquivo/56713
- Categories: Desenvolvimento Rural, Agroalimentar e Pescas, InformaçãoPublished On: 12/05/2026
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) promove, de 20 de abril a 31 de maio, a 2.ª edição do Concurso Regional das Hortas Escolares, «Super Horta Escolar», destinado às escolas do ensino pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico, com Hortas Escolares já instaladas e em manutenção no presente ano letivo. Esta iniciativa tem como objetivo valorizar as Hortas Escolares como um instrumento pedagógico de aprendizagem da alimentação, da natureza, da biodiversidade e do clima. Pretende-se reconhecer esta experiência educativa e proporcionar às Escolas e aos Alunos a motivação necessária para a existência das hortas em ambiente escolar. Através da mascote «Super Sementinha», os Alunos serão sensibilizados para a sustentabilidade e alimentação saudável, apreendendo conceitos de educação ambiental e nutricional e trabalhando o processo de cultivo de alimentos. Os Prémios são atribuídos em três categorias temáticas para cada nível de ensino: Horta Mais Sustentável – Para a Escola que adota práticas ecológicas, como compostagem, reutilização de materiais e cultivo de espécies autóctones. Horta com Maior Envolvimento da Comunidade – Destaca a horta que mais incentiva a participação ativa de Alunos, Professores, Pais e a Comunidade Local. Horta Mais Diversificada – Premeia a Escola com a maior variedade de culturas e com um aproveitamento eficiente do espaço e da produção. Para mais informação sobre o Concurso Regional das Hortas Escolares clique aqui .
- Categories: Desenvolvimento Rural, Agroalimentar e PescasPublished On: 15/05/2026
A Arte Xávega constitui uma das mais emblemáticas expressões do património marítimo português, mantendo-se particularmente viva na região Centro, onde continua a marcar profundamente a identidade cultural e social de diversas comunidades costeiras. Mais do que uma técnica tradicional de pesca, representa um modo de vida, um saber ancestral transmitido de geração em geração e uma experiência autêntica que aproxima visitantes e populações locais da histórica relação entre o homem e o mar. Com origens que remontam a vários séculos, esta prática piscatória caracteriza-se pelo lançamento de extensas redes ao mar através de embarcações tradicionais de madeira, reconhecidas pelas suas proas elevadas e pelo formato em meia-lua. Depois de envolverem os cardumes, as redes regressam ao areal num processo de alagem que, outrora realizado com recurso à força humana e a juntas de bois, é atualmente auxiliado por tratores. Apesar da modernização dos meios, a essência comunitária da Arte Xávega permanece intacta, preservando o espírito de cooperação entre pescadores, famílias e curiosos que diariamente acompanham o ritual da pesca. Na região Centro, a Praia de Mira destaca-se como um dos mais reconhecidos núcleos da Arte Xávega em Portugal. Aqui, a atividade integra-se plenamente na vivência turística da praia, proporcionando aos visitantes um contacto direto com a autenticidade da cultura piscatória local. As companhas enfrentam diariamente a rebentação atlântica, lançando as redes ao mar num cenário que combina tradição, coragem e forte impacto visual. A proximidade entre a prática piscatória e a dinâmica balnear tornou-se uma das imagens de marca de Mira, reforçando o valor cultural e turístico desta atividade secular. Também a Praia da Tocha, no concelho de Cantanhede, preserva de forma significativa esta herança marítima. Embora o número de companhas atualmente em atividade seja reduzido, a comunidade continua empenhada na valorização e divulgação da Arte Xávega enquanto património cultural imaterial. Neste contexto, assume especial relevância o Centro de Interpretação da Arte Xávega (CIAX), espaço cultural e educativo dedicado à preservação da memória coletiva associada à pesca tradicional. O centro reúne documentação histórica, fotografias, vídeos, embarcações e diversos apetrechos que ajudam a compreender a dimensão etnográfica, social e identitária desta prática. Nas praias de Vagos, particularmente na Vagueira e no Areão, a Arte Xávega continua igualmente a desempenhar um importante papel cultural e turístico. Durante os meses de verão, milhares de veraneantes acompanham a chegada das embarcações e a recolha das redes, assistindo a um verdadeiro espetáculo vivo que reforça a ligação entre o turismo e as tradições marítimas locais. Esta atividade contribui não apenas para a preservação da memória coletiva, mas também para a valorização da identidade costeira da região. Mais a sul, a Praia da Vieira, no concelho da Marinha Grande, mantém igualmente viva a tradição da Arte Xávega. A imagem das companhas, dos barcos coloridos e da azáfama da recolha do peixe permanece profundamente enraizada na paisagem humana e cultural desta comunidade piscatória. Ao longo de décadas, esta prática moldou não só a economia local, mas também os modos de vida, as relações sociais e a identidade [...]
- Categories: Desenvolvimento Rural, Agroalimentar e PescasPublished On: 12/05/2026
O Dia Internacional da Sanidade Vegetal, celebrado anualmente a 12 de maio por iniciativa da Organização das Nações Unidas, constitui uma oportunidade estratégica para reforçar a consciencialização global sobre a importância da proteção das plantas enquanto elemento essencial da segurança alimentar, da sustentabilidade ambiental e do desenvolvimento económico. Instituída na sequência do Ano Internacional da Sanidade Vegetal, celebrado em 2020, esta efeméride visa mobilizar governos, instituições, setor produtivo e sociedade civil para a adoção de práticas capazes de prevenir a introdução e disseminação de pragas e doenças vegetais. As plantas representam cerca de 80% dos alimentos consumidos pela população mundial e desempenham um papel determinante na regulação da qualidade do ar, na conservação da biodiversidade e no equilíbrio dos ecossistemas. Neste contexto, torna-se fundamental assegurar a sua sanidade face a desafios crescentes, como as alterações climáticas, a intensificação das trocas comerciais internacionais e o aumento da circulação global de vegetais e produtos vegetais. Em Portugal, a celebração de 2026 assume especial relevância com a realização de um simpósio promovido pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, no Auditório da Administração do Porto de Sines, dedicado à importância da inspeção fitossanitária na importação de vegetais e produtos vegetais. A iniciativa pretende evidenciar os riscos associados à introdução de organismos nocivos e reforçar a necessidade de sistemas eficazes de controlo, monitorização e prevenção fitossanitária. Importa recordar que, nos últimos anos, os temas associados ao Dia Internacional da Sanidade Vegetal têm refletido uma abordagem cada vez mais integrada e multidisciplinar. Em 2025, destacou-se a ligação entre sanidade vegetal e o conceito One Health, enquanto em 2024 foi valorizada a articulação entre saúde vegetal, comércio seguro e tecnologia digital. Esta evolução conceptual evidencia a crescente interdependência entre saúde humana, saúde animal e saúde ambiental, em consonância com as orientações da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura. Neste enquadramento, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, através da sua Unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar, associa-se à celebração desta efeméride, reconhecendo a importância estratégica da sanidade vegetal para o território regional. A sustentabilidade dos sistemas agrícolas, a valorização dos recursos endógenos e a proteção da biodiversidade constituem prioridades fundamentais para o desenvolvimento equilibrado e resiliente da região Centro. Ao assinalar esta data, a CCDR Centro reforça o seu compromisso com a disseminação de boas práticas fitossanitárias, a sensibilização dos agentes do território e o apoio a políticas públicas que promovam uma agricultura mais inovadora, sustentável e resiliente, contribuindo para a proteção do património natural e para o fortalecimento da segurança alimentar e ambiental. Referências Associação dos Jovens Agricultores de Portugal. https://ajap.pt/dia-da-sanidade-vegetal/ Convenção Internacional de Proteção das Plantas. (FAO). https://openknowledge.fao.org/server/api/core/bitstreams/93d3794b-7465-4b6a-927b-62e358c9e985/content Direção-Geral de Alimentação e Veterinária. https://www.dgav.pt/destaques/noticias/dia-internacional-da-sanidade-vegetal-12-de-maio-2024/ Nações Unidas. (2022). International Day of Plant Health. https://www.un.org/en/observances/international-day-plant-health Voz do Campo. Simpósio “Dia Internacional da Sanidade Vegetal – A importância da inspeção fitossanitária à importação”. Recuperado de https://vozdocampo.pt/arquivo/56713
- Categories: Desenvolvimento Rural, Agroalimentar e Pescas, InformaçãoPublished On: 12/05/2026
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) promove, de 20 de abril a 31 de maio, a 2.ª edição do Concurso Regional das Hortas Escolares, «Super Horta Escolar», destinado às escolas do ensino pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico, com Hortas Escolares já instaladas e em manutenção no presente ano letivo. Esta iniciativa tem como objetivo valorizar as Hortas Escolares como um instrumento pedagógico de aprendizagem da alimentação, da natureza, da biodiversidade e do clima. Pretende-se reconhecer esta experiência educativa e proporcionar às Escolas e aos Alunos a motivação necessária para a existência das hortas em ambiente escolar. Através da mascote «Super Sementinha», os Alunos serão sensibilizados para a sustentabilidade e alimentação saudável, apreendendo conceitos de educação ambiental e nutricional e trabalhando o processo de cultivo de alimentos. Os Prémios são atribuídos em três categorias temáticas para cada nível de ensino: Horta Mais Sustentável – Para a Escola que adota práticas ecológicas, como compostagem, reutilização de materiais e cultivo de espécies autóctones. Horta com Maior Envolvimento da Comunidade – Destaca a horta que mais incentiva a participação ativa de Alunos, Professores, Pais e a Comunidade Local. Horta Mais Diversificada – Premeia a Escola com a maior variedade de culturas e com um aproveitamento eficiente do espaço e da produção. Para mais informação sobre o Concurso Regional das Hortas Escolares clique aqui .
- Categories: Desenvolvimento Rural, Agroalimentar e PescasPublished On: 08/05/2026
A Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) publicou o novo Despacho n.º 32/DG/2026, que introduz alterações significativas na gestão da pesca com arte envolvente-arrastante, a tradicional Arte-Xávega. O diploma visa reforçar a sustentabilidade da atividade e a proteção da biodiversidade marinha em áreas específicas da costa portuguesa. O novo documento revoga e substitui o anterior Despacho n.º 26/DG/2025, atualizando as normas técnicas e operacionais que os pescadores devem seguir. Ver despacho.
- Categories: Desenvolvimento Rural, Agroalimentar e PescasPublished On: 15/05/2026
A Arte Xávega constitui uma das mais emblemáticas expressões do património marítimo português, mantendo-se particularmente viva na região Centro, onde continua a marcar profundamente a identidade cultural e social de diversas comunidades costeiras. Mais do que uma técnica tradicional de pesca, representa um modo de vida, um saber ancestral transmitido de geração em geração e uma experiência autêntica que aproxima visitantes e populações locais da histórica relação entre o homem e o mar. Com origens que remontam a vários séculos, esta prática piscatória caracteriza-se pelo lançamento de extensas redes ao mar através de embarcações tradicionais de madeira, reconhecidas pelas suas proas elevadas e pelo formato em meia-lua. Depois de envolverem os cardumes, as redes regressam ao areal num processo de alagem que, outrora realizado com recurso à força humana e a juntas de bois, é atualmente auxiliado por tratores. Apesar da modernização dos meios, a essência comunitária da Arte Xávega permanece intacta, preservando o espírito de cooperação entre pescadores, famílias e curiosos que diariamente acompanham o ritual da pesca. Na região Centro, a Praia de Mira destaca-se como um dos mais reconhecidos núcleos da Arte Xávega em Portugal. Aqui, a atividade integra-se plenamente na vivência turística da praia, proporcionando aos visitantes um contacto direto com a autenticidade da cultura piscatória local. As companhas enfrentam diariamente a rebentação atlântica, lançando as redes ao mar num cenário que combina tradição, coragem e forte impacto visual. A proximidade entre a prática piscatória e a dinâmica balnear tornou-se uma das imagens de marca de Mira, reforçando o valor cultural e turístico desta atividade secular. Também a Praia da Tocha, no concelho de Cantanhede, preserva de forma significativa esta herança marítima. Embora o número de companhas atualmente em atividade seja reduzido, a comunidade continua empenhada na valorização e divulgação da Arte Xávega enquanto património cultural imaterial. Neste contexto, assume especial relevância o Centro de Interpretação da Arte Xávega (CIAX), espaço cultural e educativo dedicado à preservação da memória coletiva associada à pesca tradicional. O centro reúne documentação histórica, fotografias, vídeos, embarcações e diversos apetrechos que ajudam a compreender a dimensão etnográfica, social e identitária desta prática. Nas praias de Vagos, particularmente na Vagueira e no Areão, a Arte Xávega continua igualmente a desempenhar um importante papel cultural e turístico. Durante os meses de verão, milhares de veraneantes acompanham a chegada das embarcações e a recolha das redes, assistindo a um verdadeiro espetáculo vivo que reforça a ligação entre o turismo e as tradições marítimas locais. Esta atividade contribui não apenas para a preservação da memória coletiva, mas também para a valorização da identidade costeira da região. Mais a sul, a Praia da Vieira, no concelho da Marinha Grande, mantém igualmente viva a tradição da Arte Xávega. A imagem das companhas, dos barcos coloridos e da azáfama da recolha do peixe permanece profundamente enraizada na paisagem humana e cultural desta comunidade piscatória. Ao longo de décadas, esta prática moldou não só a economia local, mas também os modos de vida, as relações sociais e a identidade [...]
- Categories: Desenvolvimento Rural, Agroalimentar e PescasPublished On: 12/05/2026
O Dia Internacional da Sanidade Vegetal, celebrado anualmente a 12 de maio por iniciativa da Organização das Nações Unidas, constitui uma oportunidade estratégica para reforçar a consciencialização global sobre a importância da proteção das plantas enquanto elemento essencial da segurança alimentar, da sustentabilidade ambiental e do desenvolvimento económico. Instituída na sequência do Ano Internacional da Sanidade Vegetal, celebrado em 2020, esta efeméride visa mobilizar governos, instituições, setor produtivo e sociedade civil para a adoção de práticas capazes de prevenir a introdução e disseminação de pragas e doenças vegetais. As plantas representam cerca de 80% dos alimentos consumidos pela população mundial e desempenham um papel determinante na regulação da qualidade do ar, na conservação da biodiversidade e no equilíbrio dos ecossistemas. Neste contexto, torna-se fundamental assegurar a sua sanidade face a desafios crescentes, como as alterações climáticas, a intensificação das trocas comerciais internacionais e o aumento da circulação global de vegetais e produtos vegetais. Em Portugal, a celebração de 2026 assume especial relevância com a realização de um simpósio promovido pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, no Auditório da Administração do Porto de Sines, dedicado à importância da inspeção fitossanitária na importação de vegetais e produtos vegetais. A iniciativa pretende evidenciar os riscos associados à introdução de organismos nocivos e reforçar a necessidade de sistemas eficazes de controlo, monitorização e prevenção fitossanitária. Importa recordar que, nos últimos anos, os temas associados ao Dia Internacional da Sanidade Vegetal têm refletido uma abordagem cada vez mais integrada e multidisciplinar. Em 2025, destacou-se a ligação entre sanidade vegetal e o conceito One Health, enquanto em 2024 foi valorizada a articulação entre saúde vegetal, comércio seguro e tecnologia digital. Esta evolução conceptual evidencia a crescente interdependência entre saúde humana, saúde animal e saúde ambiental, em consonância com as orientações da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura. Neste enquadramento, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, através da sua Unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar, associa-se à celebração desta efeméride, reconhecendo a importância estratégica da sanidade vegetal para o território regional. A sustentabilidade dos sistemas agrícolas, a valorização dos recursos endógenos e a proteção da biodiversidade constituem prioridades fundamentais para o desenvolvimento equilibrado e resiliente da região Centro. Ao assinalar esta data, a CCDR Centro reforça o seu compromisso com a disseminação de boas práticas fitossanitárias, a sensibilização dos agentes do território e o apoio a políticas públicas que promovam uma agricultura mais inovadora, sustentável e resiliente, contribuindo para a proteção do património natural e para o fortalecimento da segurança alimentar e ambiental. Referências Associação dos Jovens Agricultores de Portugal. https://ajap.pt/dia-da-sanidade-vegetal/ Convenção Internacional de Proteção das Plantas. (FAO). https://openknowledge.fao.org/server/api/core/bitstreams/93d3794b-7465-4b6a-927b-62e358c9e985/content Direção-Geral de Alimentação e Veterinária. https://www.dgav.pt/destaques/noticias/dia-internacional-da-sanidade-vegetal-12-de-maio-2024/ Nações Unidas. (2022). International Day of Plant Health. https://www.un.org/en/observances/international-day-plant-health Voz do Campo. Simpósio “Dia Internacional da Sanidade Vegetal – A importância da inspeção fitossanitária à importação”. Recuperado de https://vozdocampo.pt/arquivo/56713
- Categories: Desenvolvimento Rural, Agroalimentar e Pescas, InformaçãoPublished On: 12/05/2026
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) promove, de 20 de abril a 31 de maio, a 2.ª edição do Concurso Regional das Hortas Escolares, «Super Horta Escolar», destinado às escolas do ensino pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico, com Hortas Escolares já instaladas e em manutenção no presente ano letivo. Esta iniciativa tem como objetivo valorizar as Hortas Escolares como um instrumento pedagógico de aprendizagem da alimentação, da natureza, da biodiversidade e do clima. Pretende-se reconhecer esta experiência educativa e proporcionar às Escolas e aos Alunos a motivação necessária para a existência das hortas em ambiente escolar. Através da mascote «Super Sementinha», os Alunos serão sensibilizados para a sustentabilidade e alimentação saudável, apreendendo conceitos de educação ambiental e nutricional e trabalhando o processo de cultivo de alimentos. Os Prémios são atribuídos em três categorias temáticas para cada nível de ensino: Horta Mais Sustentável – Para a Escola que adota práticas ecológicas, como compostagem, reutilização de materiais e cultivo de espécies autóctones. Horta com Maior Envolvimento da Comunidade – Destaca a horta que mais incentiva a participação ativa de Alunos, Professores, Pais e a Comunidade Local. Horta Mais Diversificada – Premeia a Escola com a maior variedade de culturas e com um aproveitamento eficiente do espaço e da produção. Para mais informação sobre o Concurso Regional das Hortas Escolares clique aqui .




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